Tuesday, February 09, 2010

Poesia da álgebra
Arte do cálculo
Ballet geométrico
Samba diferencial
Frequência sinóptica
Cadência sem ritmo
Marte sem morte
Vênus ao quadrado
Círculo errado
Soneto inequado
Um ao cubo
Par ao espelho
Foi-se em segredo
O igual d’equação


1+1, Marcos Bandeira, 2010
Foto: Jongleur, Gregor Ziolkowski, 2005



Wednesday, February 03, 2010

Sinto

Passo
Piso
Sinto
Cheiro
Olho
Corro
Rosno
Mordo
Rasgo
Trago
Cavo
Enterro
Como
Lato
Mato
Morro
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Saturday, January 30, 2010

Magia

A magia sempre foi algo que me fascinou. Desde o dia em que participei do primeiro ritual, a primeira chama que criei com minhas próprias maos, o primeiro raio, a primeira transformção. Magia é algo incrível. E não só as energias me interessam. Há a magia dos sentimentos, aquela que influencia as pessoas a pensar e perceber o mundo da forma como quero. Há a magia da matéria, com a qual produzo o ouro para pagar as despesas que, como guardião de sagrados segredos, não posso evitar. E, ainda, há a magia da natureza. Essa é ainda mais especial. Você passa do reino da energia e aprende a manipular os próprios elementos à sua volta: os ventos são mais fortes, as tempestades chegam ao seu chamar, as árvores crescem e atendem aos seus pedidos, e a terra se molda aos seus interesses e vontades. A magia humana é algo impressionante. São toneladas e toneladas de aço, ferro, fogo, concreto. São elementos novos, frutos de gênios e demônios guardados em bibliotecas de segredos esotéricos. É o resultado da arte da organização, da coragem de se tomar decisões, de se enfrentar riscos. Sou um mágico. Meu nome é administrador de empresas.
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Tuesday, January 26, 2010

Frio

Estao vendo o -21 no mapa? É ali aonde eu moro. Viva as temperaturas da Sibéria!!
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Saturday, January 23, 2010

Thursday, January 14, 2010

Tuesday, January 12, 2010

Operario em Construcao

Ah, homens de pensamento
Nao sabereis nunca o quanto
Aquele humilde operário
Soube naquele momento
Naquela casa vazia
Que ele mesmo levantara
Um mundo novo nascia
De que sequer suspeitava.
O operário emocionado
Olhou sua propria mão
Sua rude mão de operário
De operário em construção
E olhando bem para ela
Teve um segundo a impressão
De que não havia no mundo
Coisa que fosse mais bela.

Foi dentro dessa compreensão
Desse instante solitário
Que, tal sua construção
Cresceu também o operário
Cresceu em alto e profundo
Em largo e no coração
E como tudo que cresce
Ele nao cresceu em vão
Pois além do que sabia
-Excercer a profissão -
O operário adquiriu
Uma nova dimensão:
A dimensão da poesia.

- Vinicius de Moraes -
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